Kung Fu Panda 3 continua a saga deste simpático pandinha mestre das artes marciais. Pra quem não viu os outros dois filmes vale a dica: perde-se algumas referências, mas o longa é completamente entendível por si só, então se quiser levar o filho/sobrinho/irmão e não tiver tempo de ver os anteriores não é problema algum (ainda assim, para quem quiser ver toda a saga, o primeiro e segundo estão na Netflix).

O filme já começa na ação e não tem apresentação dos personagens (o que é bom). Resultado de já o ter feito nos outros longas da franquia. Mas rapidamente percebemos as características de cada um e o tipo de humor bem físico e visual com piadas simples, porém eficazes naquilo que se propõe.

A história aqui é calcada em duas mensagem: “se só fizer o que sabe nunca será mais do que é” mesclada com a busca pelo autoconhecimento. Po tem um novo desafio agora: ensinar os companheiros. Além disso ele reencontra o pai e junto dele tentará aprender novas habilidades – o que, claro, rende muitas risadas.

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Mas no todo o roteiro é bem simples e um tanto previsível o que prejudicou um pouco a minha experiência – em vários momento eu pensava que tal coisa iria acontecer e logo em seguida eles não quebravam a minha expectativa, talvez por isso eu tenha gostado um pouco menos.

Continuando nos problemas do texto, o vilão, por exemplo, é um tanto genérico e o poder dele é bastante “apelão”. Menos na hora que convém… Outro ponto é que você acredita na inocência (quase infantil) do protagonista e simpatiza com ele – o que é excelente. Contudo, o mesmo não acontece com os outros personagens: a equipe que apoia o Po é só funcional, poderiam ter explorado mais as características de cada um (e tinha material para tal).

Há também outras falhas que não podem ser ignoradas. Tem um momento que uma personagem chega em um local secreto e você se pergunta como ela sabia dali… e coisas assim acontecem mais de uma vez. Algumas piadas são engraçadinhas, mas sem fazer o público gargalhar, mas no geral agrada. O fato é que falta piada ou há a repetição de algumas. Neste ponto o Kung Fu Panda 2 se sai melhor.

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Algumas considerações além-filme em si: o 3D está bom, valendo a opção por ele, com o uso em diversos momentos e sem cansar, ou seja, só acrescenta para a experiência ficar ainda melhor. Se for possível (acho que não terão cópias assim no Brasil) veja legendado. A equipe é formada por grandes nomes como: Jack Black, Bryan Cranston (o Sr. White de Breaking Bad), Dustin Hoffman, Angelina Jolie , J.K. Simmons, Jackie Chan (ele faz um macaco e quando li o nome do Chan aqui pensei que de fato não poderia ser outra pessoa no posto).

Trouxe alguns ponto negativos, mas não fiquem com uma má impressão de Kung Fu Panda 3. Temos aqui um filme leve (irônico por se tratar de um panda comilão) que entrega o que promete – vá no espírito da coisa e pode se divertir bastante. Ele deve agradar muito aos pequenos e traz um subtexto interessante (melhor até que a história em si) para todos. Nota 6