De todos os filmes da franquia dos mutantes, este foi, de longe, o que teve a produção mais problemática: após os sucesso de público e crítica dos dois primeiros filmes, a Fox não batia o martelo sobre um terceiro filme e alegou que haviam divergências salariais com o diretor Bryan Singer e com parte do elenco. Para piorar, Singer foi para a maior concorrente da Marvel, a DC, para realizar um sonho de infância: dirigir um filme do Superman, que, no caso, era Superman – O Retorno e depois retornaria para dirigir X-Men 3. Mas a Fox queria lançar seu filme ainda no verão de 2006, antes do Superman, e tirou a cadeira de diretor de Bryan Singer.

De início o estúdio chamou Matthew Vaughn (anos depois dirigiu X-Men: Primeira Classe), mas que ao perceber o tamanho da encrenca, pulou fora. Então já com o roteiro pronto e prazos apertados, a Fox  queria um diretor que não desse muito palpite que fizesse o filme de forma protocolar. Daí chamou Brett Ratner, que já havia dirigido A Hora do Rush e Dragão Vermelho e quem o conhece sabe que ele não tem o perfil de autor e sim, faz seus filmes de forma protocolar.No meio desse caos nasceu X-Men 3: O Confronto Final, que sim, é o mais fraco da trilogia original, mas jamais se pode dizer que é um filme ruim.

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Considerando todos os problemas de produção,o resultado final pode ser considerado honesto no frigir dos ovos, fechando a trilogia que mudou o cinema de super-heróis de maneira honrada. O filme acabou saindo no prazo, estreando no final de maio de 2006, um mês antes de Superman – O Retorno (que estreou 30 de junho); obteve o maior faturamento da trilogia, teve o orçamento mais caro (sobretudo pelos problemas da produção) e só não se saiu melhor nos números porque estreou uma semana depois do arrasa quarteirão O Código da Vinci.

Conceitualmente, X-Men 3: O Confronto Final apresenta uma história até melhor do que dos filmes anteriores, já que ele adapta uma saga importante das HQs, que é a da Saga da Fênix Negra e fala sobre a cura dos mutantes. É, de longe, o filme mais emocional de toda a franquia.  E por falar em fator “emocional”, talvez a característica mais bacana de todos filmes da trilogia X-men, sem exceção, apresentaram uma abertura espetacular. Em X-Men 3: O Confronto Final não é diferente: o filme começa com um flashback de 20 anos com Xavier e Magneto na casa de uma Jean Grey ainda criança e a ensinam a controlar seus poderes – e com uma rápida ponta de Stan Lee. 

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O filme tinha tudo para ser algo épico e inesquecível, sobretudo com esses grandes arcos que a história poderia desenvolver, mas ele trata tudo de forma superficial, focando mais na ação mesmo e simplesmente joga vários elementos em tela sem concluir ou desenvolver muita coisa, além de subutilizar vários personagens, como a Vampira, que tinha uma trama tão poderosa que até poderia ser tema de um filme só, mas que foi totalmente desperdiçada, se tornando um mero detalhe no filme. A própria Fênix é mal utilizada e o que foi visto em tela não chega nem perto na magnitude de seus poderes, como muito bem utilizada nas HQs. Ao menos o filme deu mais destaque para a Kitty Pryde (Ellen Page) e para o Colossus.

X-Men 3: O Confronto Final apresenta uma ação mais eletrizante do que os anteriores, fruto da produção milionária, mas que a maioria dos efeitos morreu com o tempo, sobretudo a direção de arte com um fundo verde claro e a “cura” da Mística foi pior do que um filme b dos anos 80, embora a carga emocional da cena tenha sido forte.

X-Men 3: O Confronto Final dividiu os fãs e a crítica, Brett Ratner foi detonado por ambos os lados e até hoje carrega o estigma de um diretor sem autoria. Muita gente saiu decepcionada com o filme e parecia que a franquia dos mutantes estava enterrada, mas a Fox deve, obrigatoriamente, fazer algum filme da franquia para não perder os direitos e embora seja cheio de problemas, X-Men 3: O Confronto Final pode ser visto como complemento de franquia por fãs e não-fãs, apesar dos efeitos datados. Mas, considerando que o filme seguinte da franquia foi X-Men Origens: Wolverine, as pessoas eram felizes e não sabiam

Nota: 7,0

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