Quando falamos da Pantera Cor-de-Rosa, imediatamente imaginamos o famoso felino que tanto apareceu em filmes e desenhos animados. Afinal, ela se tornou um dos personagens mais reconhecíveis do cinema e da TV com o passar do anos. Mas é curioso notar como essa figura ganhou destaque, principalmente quando se analisa a história da Pantera Cor-de-Rosa. O que era pra ser apenas um detalhe em uma comédia dos anos 1960 acabou crescendo e se tornando maior do que se esperava, inicialmente.

Pra entender melhor essa história, é preciso ir à origem do personagem. Em 1963, o diretor Blake Edwards preparava uma nova comédia, protagonizada por Sir Chales Lytonn (interpretado por David Niven), um playboy sedutor que leva uma vida dupla como ladrão de jóias. E o próximo alvo dele seria o maior diamante do mundo: o Pantera Cor-de-Rosa.

Durante a produção, Edwards decidiu que os créditos iniciais do filme seriam animados, e que a abertura iria exibir um personagem que sequer fazia parte da trama. Já que o filme ia se chamar A Pantera Cor-de-Rosa, por que não criar uma pantera que realmente fosse rosa? Assim, foram contratados os artistas David DePatie e Friz Freleng para criarem essa animação, que seria acompanhada por uma música-tema escrita por Henry Mancini.

Então esta é a primeira vez que o mundo conheceu a tal pantera:

Mas convenhamos: é um pouco estranho, né? Criar um mascote animado pro filme, sendo que ele não tem um papel na história. Bom, fato é que a ideia deu muito certo. O longa-metragem foi um sucesso e logo o público caiu nas graças da pantera rosa.

Aliás, caiu nas graças dela e de outro personagem: o Inspetor Clouseau, interpretado pelo genial Peter Sellers. Apesar de ter um papel de grande importância em A Pantera Cor de Rosa, o icônico investigador francês não foi criado com a intenção de ser o protagonista do longa-metragem. Mas a verdade é que ele se tornou uma figura muito mais cativante do que o protagonista Sir Charles Lytton.

Clouseau

Peter Sellers no papel do Inspetor Clouseau

Por isso, a partir do segundo filme da série, o grande herói dos filmes passou a ser o Inspetor Clouseau. A partir daí, quando as pessoas ouviam as palavras A Pantera Cor de Rosa, era inevitável não pensar no desastrado agente. E, por muitos anos, o personagem de Peter Sellers se manteve como o grande símbolo da franquia. Enquanto isso, a tal pantera rosa continuava lá, aparecendo apenas nos créditos do filme, o silencioso mascote.

A grande virada para o personagem, porém, aconteceu em 1969, quando estreou na televisão o desenho animado da Pantera Cor-de-Rosa. Finalmente o felino seria protagonista de suas próprias histórias! O desenho fez bastante sucesso e o personagem se tornaria um ícone da televisão por muitos anos, sendo muda por bastante tempo e, depois, ganhando uma voz e diálogos.

No total, The Pink Panther Show teve 11 temporadas e teve seu episódio final lançado em 1980. Devido a essa longeva presença na televisão, o mundo passou de vez a associar a marca A Pantera Cor-de-Rosa ao felino. O grande foco da marca não era mais um playboy ladrão de jóias ou um investigador francês (por mais que Clouseau seja um personagem icônico por si só).

Mas fico um pouco com a impressão que a pantera esteja se tornando cada vez mais uma “peça de museu”: sem ter nenhum desenho de grande importância e destaque há muitos anos, agora o felino ficou relegado mais uma vez à condição de mascote, dessa vez nos dois filmes mais recentes protagonizados por Steve Martin.

De qualquer forma, acredito que a Pantera Cor-de-Rosa vai continuar sendo esse ícone que se tornou tantos anos atrás. Talvez a ausência dela em produções mais atuais contribua pra ela manter esse ar de mistério e charme que ela tanto representa. O que importa é que, se quisermos revisitá-la, não faltam filmes e desenhos pra assistir.

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Não dá pra falar da Pantera Cor-de-Rosa sem falar também sobre a famosa música-tema do personagem, não é? Então pode se acalmar, porque eu não esqueci dessa parte. Se você quiser conhecer a história por trás dessa música, confira o novo episódio do meu canal no YouTube, o EntrePlanos. Clica aí!