Hollywood foi surpreendida no último fim de semana com a revelação da notícia de que o aclamado diretor Bernardo Bertolucci afirmou que a impressionante cena de sexo em seu premiado filme “O Último Tango em Paris” (Ultimo Tango a Parigi, no original em italiano) foi, na verdade, uma cena de estupro.

Durante as gravações, o diretor se reuniu com o ator principal, Marlon Brando (que por muitos anos foi considerado queridinho de Hollywood) para especular sobre como fariam a cena e, em comum acordo, os dois homens combinaram naquela manhã que Brando usaria manteiga como lubrificante anal, mas não comunicaram a atriz Maria Schneider (então com 19 anos, e nenhuma experiência no cinema) sobre o fato. A decisão de não comunicar a atriz sobre o que ia lhe acontecer foi conscientemente tomada pelo diretor, que alegou “querer filmar a reação espontânea de Maria como mulher, não como atriz”. E foi isso que aconteceu na realidade, e Maria foi pega de surpresa.

A confissão do diretor foi gravada em entrevista ao programa holandês College Tour, em 2013, porém esta parte bombástica foi suprimida do produto final por decisão dos envolvidos na entrevista. O conteúdo total só veio à público no último final de semana, quando o conteúdo total foi recuperado, e isso causou verdadeiro furor de revolta na comunidade cinematográfica ao redor do mundo.

Bertolucci novamente veio à público em uma tentativa de auto-defesa, dizendo que Maria não tinha conhecimento apenas do uso da manteiga na cena e considerou “ridícula” a repercussão que a notícia está tomando. Será?

Até o fim da sua vida, a atriz Maria Schneider que entrou em depressão e faleceu em fevereiro de 2011 aos 58 anos, alegou ter sido abusada sexualmente durante as filmagens, mas durante todos esses anos sempre foi apenas a palavra dela contra a os importantes Marlon Brando e Bernardo Bertolucci.

Até agora.