Uma mistura da comedia familiar “O pai da noiva” e o besteirol “American Pie”

Tinha Que Ser Ele é uma comédia puxada para o besteirol, o que não faz do filme ruim, mas acaba tornando-o restritivo para um determinado público. A trama envolve a, super tradicional, família Fleming durante o feriado de Natal. A universitária Stephanie (Zoey Deutch), convida a família para conhecer seu namorado, o excêntrico, ricasso e moderno Laird Mayhew. Personagem que casou super bem com o ator James Franco, mas não salvou o filme.

Durante todo o final de semana do feriado, cada membro da família tem suas experiências diferentes com Laird (James Franco) e os outros personagens secundários. O ator Bryan Cranston está no papel de Ned Fleming (pai de Stephanie), dono de uma gráfica que enfrenta problemas financeiros, é nele que gira todo o ponto chave do filme. Apesar de Ned amar sua filha e os dois terem sido bastante próximos no passado, ele além de não entender, também não aceita certas decisões de Stephanie, sem dar chances dela tentar mudar sua ideia. No desenrolar do filme fica evidente que, tanto Ned quanto o namorado Laird, ambos precisam um do outro, mesmo que de forma indireta.

Tinha Que Ser Ele

O problema do filme está no humor sexual, carregado de palavões. O que incomoda um pouco, todo esse apelo para fazer um simples comédia. Logo no primeiro minuto quase vemos as partes intimas de James Franco, e 10 minutos depois vemos sua bunda. O elenco estava bom e podia ser melhor explorado. É nessas horas que percebemos como o ator Griffin Gluck cresceu, deixando de ser o menino de “Esposa de Mentirinha“. Mas para nos divertir, Tinha Que Ser Ele estava repleto de referencias à series, músicas, atores e outros filmes. Além disso os atores coadjuvantes como Keegan-Michael Key e Cedric The Entertainer, fazem aparições humoradas, mas sutis. Poderíamos até dizer que em grande parte da obra, as cenas mais engraçadas, são as mais leves, como as referencias de tecnologia e as caras e bocas de Cranston que nos surpreende com seu lado cômico.

Alguns detalhes de edição e continuísmo de cena, poderiam ter sido melhor revisadas. Como cenas em que objetos mudam de lugar explicação. Roteiro e direção, conseguiria ter aprofundado mais em outras piadas, além do cunho sexual.

A comédia não se desenvolve, mas o filme se esforça para ser engraçado e a cada minuto há uma piada. Peca ao se concentrar num público determinado e não explorar os personagens devidamente. O contraste das personalidades de James Franco e Bryan Cranston, torna a história presente. Mas o desafio de conquistar o sogro, o torna previsível. Sendo assim não espere um humor inteligente, com grandes sacadas e desenrolar incomum. Para conseguir aproveitar o filme, apenas leve tudo de forma mais descontraída possível. Com ele foi feito.