Título nacional e atores ocidentais, o live-action do anime e mangá Ghost in the Shell chega no cinema com super efeitos especiais e tecnologia 3D

Em um futuro onde humanos e maquinas se fundem para o a aprimoramento da performance humana, somos apresentados ao Japão de Masamune Shirow, criador da série de mangás e animes Ghost in the Shell. Em live-action, esta obra chegou nos cinemas em um único filme carregado de efeito especiais e dirigido por Rupert Sanders.

O filme traz a atriz norte-americana Scarlett Johansson interpretando a personagem principal Major Motoko, uma ciborgue ex-humana que ainda mantem a sua alma viva. Ela é líder de um esquadrão de elite que luta contra o crime cibernético. Scarlett foi muito bem dirigida para parecer mais robótica possível, sua postura como a personagem é convincente. Para completar a equipe temos o chefe Daisuke Aramaki na pele do ator e diretor japonês Takeshi Kitano. E o lutador Batou interpretado pelo ator Pilou Asbæk. No desenrolar da história somos apegados á esses personagens por conta de suas características.

Ghost in the Shell

É um longa empolgante de ver, apesar de juntar todo o anime e o manga em uma única obra, o filme explica tudo, sem deixar o pulico que não conhecia a história perdido. O rítmico é um pouco diferente do anime, mas não deixa de ser fiel ao seu núcleo e enredo. Com tantos efeitos especiais, podem ter tirado um pouco o foco do drama dos personagens. Mas o filme se desenvolve bem e mistura toda a fantasia com a ação de forma que não cansativa. Isso graças as cenas de lutas bem dirigidas e diferentes uma das outras.

Os fãs do projeto original de Masamune Shirow iram notar diferenças, mas não em termos de enredo, as diferenças podem não agradar a todos. Mesmo com muitos atores não orientais, é inegável o fato que o espectador se sente no Japão o tempo todo. A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell traz diálogos e personagens diretos e simples, sem termos técnicos. Isso o torna muito agradável de acompanhar, principalmente para os leigos em cultura japonesa ou tecnologia. O 3D foi bem usado, vale a pena ir no cinema e curtir essa experiência.